
Já estou quase concluindo o primeiro ano de jornalismo. Nem parece que no ano passado, nessa mesma época, eu estava toda enrolada com o pré-vestiba e com aquela insegurança toda... ô medão de não passar!
Rascunhos de um humor inconstante
domingo, 8 de novembro de 2009 {0 comentários}

Já estou quase concluindo o primeiro ano de jornalismo. Nem parece que no ano passado, nessa mesma época, eu estava toda enrolada com o pré-vestiba e com aquela insegurança toda... ô medão de não passar!
sábado, 17 de outubro de 2009 {3 comentários}
Porque eu escrevia aqui pra não contar pra ninguém, mas agora eu escrevo e as pessoas lêem o que eu não quero contar pra elas, então não escrevo mais!
sábado, 27 de junho de 2009 {2 comentários}
Na verdade eu estive aqui o tempo todo mas, pra variar, sem ânimo pra escrever. Caso alguém ainda leia esse blog (Sheila, isso foi pra você!) vou fazer um resumo de algumas coisas que aconteceram e que eu deixei de postar aqui:
Uma arma e uma mulher bonita, diálogos banais e cenas corriqueiras. Por incrível que pareça, é muito bom.
Na verdade, eu achei a história toda "bonitinha" demais pro meu gosto . Mas a fotografia é tão linda e a trilha sonora tão perfeita que dá vontade de ver o filme várias vezes. Perdi a conta de quantas vezes já ouvi Joe Cocker cantando Come Together e a versão de Let Be interpretada por Carol Woods e Timothy T. Mitchun.
sexta-feira, 1 de maio de 2009 {2 comentários}
Sempre que saio do supermercado, sacolas na mão, fico me perguntando se não teria esquecido nenhum item da lista de compras que, por preguiça de passar para o papel, guardei na cabeça mesmo.
Arrependo-me por ter vindo a pé. O peso das compras faz o percurso até minha casa parecer mais longo.
Decido passar pela praça. Grama limpa, canteiros bem cuidados, charmosos bancos de madeira. Ponho as compras de lado e fico a observar as pessoas. Tudo parece estar onde deveria estar. Tudo, menos o homem do outro lado da rua. Com roupas sujas, sentado sobre um colchão velho na calçada. Alheio ao que acontece à sua volta, como se não tivesse consciência do que ele é. Restos de comida a seu lado. Talvez sejam restos do seu jantar de ontem ou talvez sejam restos para o seu almoço de hoje. Também há uma latinha velha e enferrujada onde alguns passantes deixam uns trocados. Não encaram o homem.
O mais intrigante é que ele não parece triste nem preocupado. É inexpressivo, como se estivesse apenas esperando.
Penso no desconforto; vários dias sem banho, as mãos sujas, a barba enorme. E apesar de tudo isso, o homem parece sentir-se à vontade, deve ter se acostumado. Talvez ele seja um desses retirantes sem sorte. Esposa e filhos provavelmente o esperam em algum lugar, mas ele não se lembra mais da família nem da casa. Agora ele vive apenas para si mesmo.
Já é por volta de meio dia, não há mais sombra na calçada do homem. Ele permanece lá, pega do chão a vasilha com restos de comida. É seu almoço.
Almoço. Agora me lembro, vou fazer carne com legumes para o almoço. Esqueci de comprar as batatas. Volto ao supermercado com minhas sacolas pesadíssimas. As pessoas continuam passando, o homem sujo continua sentado na calçada.
domingo, 19 de abril de 2009 {2 comentários}

Isso de dizer que não pretendo me casar parece coisa de gente "metida a moderninha". Mas é verdade, não existe nada nesse mundo que me convença de que casamento é bom.
Começando pela cerimônia. Todo mundo, quando vai a um casamento, sabe que o vestido da noiva será branco, que ela vai passar por um tapete vermelho logo depois das damas de honra, pajens, padrinhos... todo mundo sabe qual música estará tocando quando ela entrar, todos conhecem o cronograma da cerimônia inteira... Nada de novo (lembrando que a pobre noiva leva meses pra organizar essa presepada toda). Ok, tem que ficar tudo muito bonito pra montar um álbum com as fotos e mostrar que a moça conseguiu, chegou lá!
Mas pra quê? Eu sempre me pergunto isso e não encontro resposta. Qual a finalidade do casamento?
Eu não acho que amar uma pessoa seja um motivo forte o bastante pra dividir uma vida inteira com ela, e muito menos pra prometer amá-la pra sempre. Eu não prometo!
Não imagino como um casal consegue sobreviver à rotina e à obrigação de aceitar diariamente os defeitos um do outro.
Também não entendo a necessidade de uma aliança de compromisso. Uma pessoa com aliança no dedo é tão livre quanto qualquer outra. Para mim, o que determina se ela será fiel ou não, é apenas a consciência. Ninguém tem o direito e nem o poder de obrigar o outro a ser fiel. Então, uma aliança de compromisso é inútil.
E pra finalizar esse post totalmente sem noção (pois o blog é meu e eu digo o que eu quiser!), a música que definitivamente traduz tudo isso:
P.S. Google responde: Casamento ou matrimônio/matrimónio é o vínculo estabelecido entre duas pessoas mediante o reconhecimento governamental, religioso ou social e que pressupõe uma relação interpessoal de intimidade, cuja representação arquetípica são as relações sexuais. As pessoas casam-se por várias razões, mas normalmente o fazem para dar visibilidade à sua relação afetiva, para buscar estabilidade econômica e social, para formar família, procriar e educar sua prole e legitimar o relacionamento sexual.
sexta-feira, 10 de abril de 2009 {3 comentários}
domingo, 22 de março de 2009 {6 comentários}
Uma professora da faculdade propôs que escrevêssemos, em três parágrafos, nossos próprios finais para alguns contos escritos por autores famosos. Eu fiquei com os dois primeiros parágrafos de um conto do Dostoiévski. Nunca tinha lido Dostoiévski antes, mas me interessei pelos dois parágrafos e resolvi aceitar o desafio.
Os parágrafos em negrito são dele e o restante é meu:
O Subsolo
Eu sou um homem doente... Sou um homem malvado. Sou um homem desagradável. Creio que tenho uma doença do fígado. Aliás, não compreendo absolutamente nada da minha moléstia e não sei mesmo exatamente onde está o mal.
Não me cuido, nunca me cuidei, se bem que estime os médicos e a medicina. Demais, sou extremamente supersticioso, o bastante, em todo o caso, para respeitar a medicina (sou bastante instruído: poderia então não ser supersticioso, mas sou). Não! Se não me trato, é pura maldade de minha parte. Não sabereis certamente compreender. Pois bem! Eu compreendo. Não podereis evidentemente explicar-vos em que errei, agindo assim tão malvadamente: sei muito bem que não são os médicos que eu incomodo, recusando-me a tratar-me. Não engano senão a mim mesmo; reconheço-o melhor que ninguém. Entretanto, é mesmo por malvadez que não me trato. Sofro do fígado! Tanto melhor! E tanto melhor ainda se o mal piora.
Penso que sofro também de outras moléstias, mas tem sido difícil para mim detectá-las. Tanto faz! Já estou aqui há alguns dias. Perdi a conta, mas sei que é tempo bastante para que meus pulmões e intestinos tenham me abandonado. Essas roupas de algodão que me deixaram são bem confortáveis. Mas os que estão aqui há mais tempo, disseram que as roupas de algodão se vão mais rápido, o que significa que, em breve, nem minhas roupas terei mais.
O fígado permanece. Posso senti-lo. Ele, que me colocou aqui, será o último a me abandonar. É um fígado doente, porém leal. Ao contrário do resto do corpo, que já está enrugado e amarelo. Mas sou um homem paciente e sei que logo, tudo isso estará acabado. E será bom, pois não terei mais problemas com enfermidades.
Por enquanto, apenas espero e observo, enquanto minha carne serve de banquete. Menos o fígado doente. Está intacto. Penso que isso acontece para que eu tenha tempo de me arrepender pelo fato de não tê-lo tratado. Mas não! Não sou homem de me arrepender. Nem preciso... nem se precisasse! Talvez ninguém entenda esse meu pensamento também. Mas vão entender assim que seus corpos sadios sucumbam a uma hepatite, ou cólera, ou câncer, ou acidente grave... assim que seus corpos, antes sadios, também venham parar aqui no subsolo.